Referências mortais
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29/01/2012
Talvez o maior prêmio que um casal possa receber é quando os filhos se tornam adultos e continuam admirando seus pais. E o maior elogio que um homem e uma mulher podem receber, não é no final do ano uma homenagem de empresas como o “funcionário do ano”, ou, então, uma placa elogiosa da igreja em que frequentam, mas quando veem seus filhos já adultos dizerem: “eu quero ser igual a minha mãe; e o menino: “como eu admiro meu pai; quero ser como ele”.
Seus filhos se “orgulham” de você mãe, de você pai? Vocês podem ter lhes doado todos os bens materiais, intelectuais, mas se eles não se “orgulharem” de vocês, considerem sua existência um fracasso.
Tenho desafiado os jovens em nossa comunidade a encontrarem na igreja referências entre os casais mais velhos; eles precisam de modelos nos quais se basear. Você acha que eles (os jovens) estão olhando para a sua família como modelo?
O que impede, muitas vezes, que esse modelo realce entre os filhos?
Incoerência – Estou cansado de ouvir jovens confessarem seus desapontamentos com os seus pais. “Eles não praticam o que professam”, é a afirmação deles.
Nossos filhos “observam” com exatidão cirúrgica tudo aquilo que falamos e não praticamos, e aquilo que não falamos e praticamos. Eles são uma esponja; absorvem bem tudo! Eles estão de olho em nós; não porque são críticos, mas porque buscam paradigmas.
Os nossos filhos quando são frios nas relações pessoais e na igreja, de modo geral, é por que se sentem desapontados diante da incoerência de seus pais.
Muitos dos nossos filhos estão gritando por socorro; buscando em “outros” aquilo que não encontram como referência em nós, os seus pais.
Rev. Cícero Brasil Ferraz